X Encontro Internacional de Fitossociologia reuniu investigadores nacionais e internacionais na Uni-CV

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A Universidade de Cabo Verde, através do seu Centro de Investigação em Desenvolvimento Local e Ordenamento do Território (CIDLOT), recebeu de 5 a 7 de novembro, o X Encontro Internacional de Fitossociologia intitulado “European Meeting of Phytosociology and Biogeography and Syntaxonomy of the Atlantic Regions”, no auditório do Campus do Palmarejo.

A sessão solene da abertura contou com intervenção do Ministro da Agricultura e Ambiente, Dr. Gilberto Silva, da Reitora da Uni-CV, Professora Doutora Judite Medina do Nascimento, do Presidente da Sociedade Francesa de Fitossociologia da Universidade da Bretanha, Professor Frederic Bioret e do Presidente da Sociedade Portuguesa da Ciência da Vegetação, Professor Doutor Carlos Pinto Gomes.

O Presidente da Associação Portuguesa da Ciência e Vegetação - phytos afirmou esperar que o encontro seja um espaço para discutir e refletir sobre a ciência da vegetação o que contribuirá para um futuro melhor para este território dotado de elevada singularidade patrimonial.

“Cabo Verde, Açores, Madeira e Portugal têm desenvolvido relações de cooperação muito estreitas, a todos os níveis, no que diz respeito às universidades e ao ensino superior desde 1979”. Apontou ainda algumas instituições que foram pioneiras na instalação do ensino superior em Cabo Verde, nomeadamente, a Universidade de Lisboa a Universidade de Coimbra e a Universidade de Évora.

O Ministro da Agricultura e Ambiente, Dr. Gilberto Silva, destacou a importância da investigação científica na conversação da biodiversidade e demonstrou todo o engajamento de Cabo Verde na preservação e valorização das espécies endémicas. Considera que esse X Congresso da Fitossociologia é um momento oportuno para a troca de conhecimentos, de tecnologias e informações pertinentes e uma oportunidade de estreitar parcerias com países europeus da macaronésia e com os países africanos vizinhos.

“Este evento constitui uma oportunidade para aprofundar a discussão sobre a realidade específica do arquipélago cabo-verdiano e a grande importância do seu património natural, com especial enfoque na flora e vegetação no contexto africano e da macaronésia.  O conhecimento científico é essencial para a definição de qualquer pilar de desenvolvimento económico dos países”, sublinhou.

O Presidente da Comissão Organizadora, Professor Doutor Carlos Neto, da Universidade de Lisboa, Portugal, definiu a Fitossociologia como a sociologia das plantas, ou seja, a forma como as mesmas se organizam em comunidades vegetais.

“Tivemos a sorte de ter aqui nesta sala investigadores de topo ao nível da Guiné, de Angola, de Cabo Verde, da Madeira, das Canárias e dos Açores. Portanto, cumpre-se, no fundo, esse objetivo de querermos perceber de que forma esta vegetação das ilhas atlânticas se relaciona com o continente de onde partiu”, explicou.

O X encontro da de Fitossociologia, Biogeografia e Sintaxonomia das Regiões Atlânticas realizou-se na sequência de idênticos eventos organizados pela Associação Portuguesa de Fitossociologia para os arquipélagos da Madeira e dos Açores, e pela Sociedade Espanhola de Geobotânica para o arquipélago das Canárias.

Tem-se discutido ao longo dos anos a existência ou não de uma identidade florística, evolutiva e, portanto, biogeográfica, para a flora e vegetação da “região biogeográfica” Macaronésia. Este termo, usado na antiguidade para designar as ilhas atlânticas para ocidente do Estreito de Gibraltar onde o mundo seria ideal, quer pela fertilidade do solo, quer pela amenidade do clima, foi recuperado pelos biogeógrafos para identificar nestas ilhas do Atlântico oriental um território biogeográfico com atributos particulares e suficientes para a diferenciação de uma região biogeográfica.

A organização deste evento, que fecha um ciclo de congressos sobre as ilhas da Macaronésia, além de promover o aprofundamento no conhecimento em termos de flora e vegetação destes territórios, contribui de forma decisiva para esclarecer as particularidades e afinidades entre estes territórios insulares e os territórios vizinhos, e ajuda, através de um esforço de síntese, a completar um modelo interpretativo e dinâmico da flora e vegetação destes territórios, numa amplitude geografia que inclui ambientes temperados, mediterrânicos e tropicais do setor oriental do Atlântico.

As comunicações orais e em pósteres debruçaram-se sobre as seguintes temáticas: “Bioclimatologia e biogeografia do ambiente insular”, “Sintaxonomia da Vegetação das ilhas Atlânticas” e “Biogeografia e Sintaxonomia da Vegetação Africana”.

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