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A Universidade de Cabo Verde é a primeira Universidade em África a receber um Workshop Internacional sobre Avanços em Infraestruturas e Serviços TIC. Este evento teve lugar nos dias 21 e 22 de janeiro, no auditório do Campus de Palmarejo.

Um dos conferencistas, Nazim Agoulmine, afirmou que  “Cabo Verde é um país que está na interseção entre a Europa, a África e as Américas e, daí a importância em acolher este workshop sobre Avanços em Infraestruturas e Serviços das TIC.”, ressaltando que a África é um continente “muito importante” no contexto de competição internacional no domínio da informação e comunicação. Ficou a cargo deste investigador, que já passou três vezes pelo Brasil, duas vezes pelos Estados Unidos da América e uma vez pela França e o Chile, a   apresentação do historial sobre os Avanços em Infraestruturas e Serviços TIC no mundo.

Para o Coordenador do Grupo Disciplinar Informática e Tecnologias Multimédia, Professor Domingos de Andrade, os avanços das tecnologias desafiam-nos a sermos ousados, a explorarmos o potencial que temos à nossa frente e imaginarmos um novo mundo, uma nova experiência, uma nova forma de viver, instigando os presentes a “ imaginar, porque quem consegue imaginar poderá idealizar as coisas e realizá-las posteriormente.”

Ressaltou ainda que para um país como o nosso, a tecnologia é um meio essencial a ser explorado para diminuir as assimetrias regionais e alavancar o desenvolvimento.

“A tecnologia é o suporte para alavancar qualquer área de atividade humana se for bem aplicada,  para se conseguir o desenvolvimento e o progresso, temos na história vários exemplos que nos demonstrar que muitas coisas que eram impossíveis de se fazer, só foram possíveis graças à imaginação e a ousadia. Não existe nada impossível quando temos a mente focada no que queremos fazer”, concluiu.

Este workshop constituiu um fórum de discussão e de apresentações técnicas dos mais recentes avanços teóricos e tecnológicos em TIC,  orientados para resolver os desafios da sociedade,  seja nos países desenvolvidos, seja nos em desenvolvimento, como é o caso de Cabo Verde, visando sobretudo desenvolver a ligação entre os cientistas da academia e da indústria em todo o mundo,  desvanecer o fosso digital entre países e organizações e  permitir que todos tenham acesso ao conhecimento mais recente.